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O Conselho Nacional das Populações Extrativistas |
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O CNS é uma entidade de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que representa os interesses específicos dos trabalhadores que utilizam a economia extrativista como atividade pessoal ou familiar: seringueiros, coletores de castanha, açaí, cupuaçu, quebradeiras de coco babaçu, balateiros integrantes de projetos agroflorestais, extratores de óleos e plantas medicinais, pescadores artesanais e todos os trabalhadores que exploram recursos naturais orientados pelo desenvolvimento sustentável. O CNS foi fundado em outubro de 1985 no I Encontro Nacional dos Seringueiros realizado em Brasília. Sua criação é resultado da luta de resistência de trabalhadores extrativistas, através dos Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTRs, contra a expropriação da terra e a devastação da floresta. Convencido da necessidade de opor-se frontalmente ao modelo de desenvolvimento em curso na Amazônia, que expressa de forma direta uma ameaça à floresta tropical e seus ocupantes e, de forma indireta à população do planeta, o CNS tem desenvolvido um intenso trabalho de ampliação das organizações comunitárias e, uma grande campanha nacional e internacional em defesa dos direitos históricos das populações extrativistas e da conservação das florestas e do meio ambiente. Consciente da necessidade de resolver a questão fundiária, de modernizar a produção extrativista a partir da incorporação das culturas locais e da conservação do meio ambiente, o CNS defende as Reservas Extrativistas (Resex's), os Projetos de Assentamentos Extrativistas (PAE's) e os Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) como elementos estratégicos para um modelo de desenvolvimento sustentado na Amazônia. Atualmente o CNS luta para implantar uma Reforma Agrária Ecológica na Amazônia, criando novas Reservas Extrativistas, Projetos de assentamentos Extrativistas e Projetos de Desenvolvimento Sustentável com objetivo de demarcar, no mínimo, 10% da Floresta Amazônica como área de uso coletivo, de forma ecologicamente sustentável e economicamente viável. Assim como, garantir o equilíbrio entre desenvolvimento, conservação da biodiversidade e justiça social. Escreva comentário (0 comments) |
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Nos dias 9 e 10 de outubro, o CNS reuniu suas lideranças do Pará e representantes dos governos do Estado e Federal na Confederação Nacional dos Bisbos do Brasil - CNBB. A pauta foi apertada: como será realizado o manejo florestal comunitário e de recursos marinhos nas Reservas Extrativistas e Projetos de Assentamento Extrativista? O que no papel já está bonito, na realidade enfrenta muita dificuldade: representantes de várias RESEX relataram que enquanto planos de manejo desenvolvidos pelas comunidades tem ficado no IBAMA por muito tempo sem resposta, outros "planos" empresariais que não tem sustentabilidade nenhuma, já foram liberados, por exemplo na Verde Para Sempre, município Porto de Moz. Juridicamente, qualquer cidadão morador de RESEX que realize algum tipo de atividade sem plano de manejo está trabalhando na ilegalidade.Fato é, que ainda só existem duas Reservas com plano aprovado. É hora de acelerar, o povo quer trabalhar!! Outro ponto da pauta foi a constante inatividade do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) que desde sua criação mais de um ano e meio atrás se manifesta apenas por sua ausência. Paulo Maier, novo diretor do ICMBio do Pará, explicou as dificuldades do ICMBio na estruturação interna e prometeu aceleração de atividades. Também confirmou que era essencial revitalizar o CNPT que - de fato - não atua mais. Ao lado positivo foi apresentado pela diretora do IDEFLOR, Raimunda Monteiro, a Comissão de Extrativismo - COMEX que vai se dedicar ao fortalecimento da economia extrativista. Para iniciar este processo, o IDEFLOR apóia um projeto de identificação dos cinco principais produtos extrativistas no estado do Pará. Pesquisadores serão as próprias lideranças do CNS nas Reservas Extrativistas e PAEs, orientadas e coordenadas pela grande aliada Mary Allegretti, antropóloga com muitos anos de experiência na luta dos seringueiros e extrativistas. Foram discutidas também a participação do CNS no Forum Social Mundial 2009 em Belém e a questão do preço mínimo de produtos extrativistas. Dois dias, muitos temas e muito mais para fazer ainda! Escreva comentário (0 comments) |
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Foi realizada nos dias 20 e 21 de agosto, uma oficina de planejamento e ferramentas de monitoramento com o novo coordenador do programa Desenvolvimento Rural do DED (serviço alemão de cooperação), Berend Becker. Aurélio Cordeiro Ramos, liderança da RESEX Terra Grande Pracuúba, onde será implementada um projeto de cooperação, estava presente bem como Fátima Cristina da Silva, coordenadora do escritório do Pará e Julia Dias, assistente técnica do CNS. Todos os participantes manifestaram sua satisfação com a oficina e o encaminhamento da parceria: "Vai ser um projeto muito bom," afirma Aurélio, "a RESEX está precisando de apóio." Berend Becker também prevê "um grande potencial deste projeto." O CNS agora vai assegurar o financiamento da segunda fase do projeto, que fortalecerá os produtores da RESEX, através de outros parceiros.  Cris, Aurélio e Berend durante a oficina. Escreva comentário (1 comments) |
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