header image
Página Inicial arrow Notícias do CNS arrow Notícias arrow Extrativistas discutem situação do litoral paraense
Extrativistas discutem situação do litoral paraense PDF Print E-mail
Image
 
18/02/10 
 
Qual a situação do litoral da Amazônia e como vive seu povo? Para discutir estas e outras questões, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) promove a I Oficina das Reservas Extrativistas Marinhas do Pará, no município de Bragança, entre os dias 18 e 20 deste mês. O evento conta ainda com o patrocínio do Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social (DED).

O objetivo do evento é difundir entre as lideranças das RESEX Marinhas, além da população em geral, informações que possam subsidiar as reivindicações dos moradores junto ao poder público, para conseguir melhorias econômicas e sociais. Entre os temas que serão discutidos, encontram-se legislação ambiental, política das comunidades tradicionais e história das RESEX Marinhas. Os ministrantes serão os pesquisadores Josinaldo Reis (UFPA) e Dênis Domingues (IFPA).
 
“Uma das principais dificuldades das RESEX Marinhas é a falta de ações do governo, tanto do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, quanto de políticas públicas que beneficiem os habitantes da Resex”, afirma Célia Neves, diretora do CNS. “Entre as ações governamentais, pouco se fala em litoral da Amazônia Brasileira. As próprias áreas de mangue são vistas como um “apêndice” da floresta, o que é completamente errado”, explica Célia.
 
RESEX - O Pará possui atualmente nove reservas extrativistas marinhas, entre as 22 existentes no país. São elas: Araí-Peroba (localizada no município de Augusto Corrêa), Caeté-Taperaçu (Bragança), Chocoaré-Mato Grosso (Santarém Novo), Gurupí-Piriá (viseu), Mãe Grande de Curuçá (Curuçá), Maracanã (Maracanã), São João da Ponta (São João da Ponta), Soure (Soure), Tracuateua (Tracuateua). Juntas, somam 267.264 ha, totalizando uma área superior a 200 mil campos de futebol. Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Florestal do Pará (Ideflor), mais de 30 mil famílias no Pará dependem do extrativismo nas RESEX marinhas para garantir emprego e renda.
 
Texto: Tiago Araújo - Assessoria de Comunicação do CNS Belém
Ilustração: CNS Belém 

Comentários