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Mulher Extrativista
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    Mulheres Lideranças do CNS

    A Secretaria da Mulher Trabalhadora Rural e Extrativista foi criada em 1995 pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas para dar atenção especial aos problemas que as mulheres trabalhadoras rurais e extrativistas enfrentam “por ser mulher”. Na busca de soluções para todos estes problemas, dentro da missão e visão do CNS e  acreditando na força social que as mulheres representam, esta Secretaria se propõe fortalecer a participação das mulheres por acreditar que sem ela não é possível desenvolver políticas de desenvolvimento sustentável, principalmente a nível local. 

    Desde o ano de 2000, a CNS Mulher vem firmando esta proposta a partir de um Projeto Matriz expresso em três eixos estratégicos: l) os direitos das mulheres como direitos humanos; 2) o empoderamento da mulher como condição para o fortalecimento/empoderamento das comunidades; c) o fortalecimento institucional como necessidade básica para a realização de suas ações. Através do  Planejamento Geral e anual com  as 08 regionais criadas nos estados da Amazônia, apontou ações destinadas ao fortalecimento das mulheres em sua vida pessoal, familiar e junto aos movimentos sociais; seu empoderamento através da participação nas assembléias eletivas e, principalmente a formação de sua consciência através da participação ativa na criação de Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, assim como sua formação e capacitação para atuarem em outros Conselhos Municipais, Associações e Cooperativas. 

    Mas para mudar o quadro existente e propiciar  condições de mudanças faz-se necessário criar espaços comunitários onde as mulheres possam levar seus problemas, amarguras e dificuldades, assim como suas esperanças e desejos e ter certeza de que terão retorno às suas propostas, sabendo que o primeiro passo para desfazer a sensação de abandono que afeta a maioria delas é verificar que muitas estão na mesma situação e que, juntando forças é possível modificá-la. Isto significa tornar-se parte de um conjunto integrado, reivindicativo, pró-positivo, apesar das grandes questões a serem enfrentadas no contexto da pobreza, das distâncias, da falta de serviços, entre outros.